Aparecimento constante de espumas no córrego do Ajudante faz vereador Edemilson denunciar problema ao Ministério Público

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Nesta segunda-feira, dia 15, o vereador Edemilson Pereira dos Santos encaminhou denúncia à promotora de Justiça do Meio Ambiente da Comarca de Salto, Dr.ª Luciana de Fátima Carboni Rodrigues Abramovitch, para que seja apurado, junto à Prefeitura Municipal, o problema das constantes espumas que surgem no córrego do Ajudante, que nasce no município de Salto, no bairro Olaria, passa pelas proximidades do Distrito Industrial do Lageado, segue por dezenas de bairros e faz foz com o rio Tietê, no bairro Três Marias.

“O aparecimento de espumas tem sido constante, e muitas cobranças têm sido feitas ao Executivo, porém sem nenhuma preocupação de solucionar ou investigar o problema, inclusive pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. No último sábado, dia 13, houve o aparecimento de espumas e chamou atenção da população a solicitação de pedidos de providências. Esse leito vem sendo prejudicado há mais de 10 anos com despejos irregulares, e mesmo com as denúncias nos devidos órgãos, entre Cetesb e Secretaria de Meio Ambiente, providências não são tomadas”, explica o vereador.

Edemilson destaca no documento que o leito do córrego do Ajudante tem recebido uma carga grandiosa de esgoto doméstico, porém não descarta a possibilidade de a poluição ser proveniente do Distrito Industrial, onde há empresas que podem estar soltando produtos que geram essa quantidade grandiosa de espumas. “A omissão do Poder Executivo continua contribuindo com a maior parcela da carga poluidora gerada, pois há vários rompimentos de rede de esgoto às margens desse leito, porém os resíduos industriais são os maiores responsáveis pelas agressões fatais ao ambiente”.

“Nossa sociedade tem esperança nesta Promotoria Pública, pois não está sendo respeitada a Constituição Brasileira, em seu artigo 225, que dispõe sobre a proteção ao meio ambiente, além da Lei 6.938/81, que estabelece a Política Nacional de Meio Ambiente, ou mesmo o artigo 54 da Lei 9.605/1998, pelo qual os responsáveis por provocar poluição na natureza podem ser penalizados de um a cinco anos de prisão”, conclui.

*Com foto e informações do vereador Edemilson Pereira dos Santos.