Vereadores denunciam despejo de óleo queimado no rio Tietê

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Salto, 06 de fevereiro de 2018

Na tarde desta segunda-feira, dia 05, os vereadores Edemilson Pereira dos Santos, Cícero Granjeiro Landim e Márcio Conrado protocolaram, na Promotoria de Justiça da Comarca de Salto, um “Termo de Encaminhamento e Solicitação de Providências” – referente à denúncia de crime ambiental e despejo de óleo queimado no rio Tietê. O documento também foi enviado para a diretoria da Agência Ambiental da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de Jundiaí e à Prefeitura de Salto.

 

No sábado, dia 03, o vereador Edemilson percorreu de barco um trecho do rio Tietê, acompanhado de munícipes engajados na área de preservação ambiental, para averiguar a extensão do derramamento de óleo queimado ou produto com as mesmas características, que aparenta estar vazando da Usina de Porto Góes, a qual é de responsabilidade da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A.).

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Após constatar o problema, o edil acionou o secretário municipal do Meio Ambiente de Salto, Cesar Piva, que também percorreu o rio de barco, além da CETESB, tendo comparecido o analista ambiental, Luciano Soares Santarosa, que presenciou a gravidade da situação. O grupo foi autorizado a fazer uma visita na parte externa da Usina de Porto Góes, onde foram registradas imagens do ponto que provavelmente originou a saída do líquido.

 

Segundo relato do vereador Edemilson, existem vestígios do líquido oleoso descendo pelas comportas, ocasionando consequências danosas para o meio ambiente, pois além de poluir a água, ele ainda traz prejuízos aos animais e plantas. “Na margem esquerda do rio Tietê, pode ser observada em diversos pontos da cidade a coloração escura, que mudou a paisagem e a visão da população que visitam o Parque da Rocha Moutonnée e o mirante que dá acesso ao Rio Tietê. Infelizmente, os causadores desse possível crime ambiental não se preocuparam em montar barreiras absorventes, tendo em vista que o óleo já é tóxico e, geralmente, contém diversos tipos de aditivos que potencializam seus efeitos contaminantes, para evitar riscos à saúde e ao meio ambiente”, ressalta.

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No texto da denúncia, ainda é destacado o fato das manchas de óleo serem observadas por cerca de três quilômetros. “Um litro de óleo lubrificante pode contaminar um milhão de litros de água e é de conhecimento de todos que este produto tem grande poder de destruição quando é descartado incorretamente no ambiente, causando danos irreversíveis. Observamos peixes, pássaros e capivaras que foram prejudicados pelo derramamento do produto. Os peixes, morrem por asfixia; as aves além de se intoxicarem, ficam com as penas cobertas por petróleo, não conseguindo voar e nem manter a temperatura do corpo. Já as capivaras, também ficam com o pelo impregnado pelo óleo, não conseguindo manter a temperatura do corpo e também acabam morrendo”.

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Agora, os vereadores Edemilson, Cícero e Márcio – que são membros da Frente Parlamentar em Prol do Rio Tietê – aguardam a intervenção do Ministério Público do Estado de São Paulo, da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB e da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, para que sejam tomadas as providências e sejam investigadas as causas e apuradas das responsabilidades pela contaminação das águas do Rio Tietê, e também quais as providências administrativas que vão ser tomadas e qual será a compensação ambiental de reparos causados ao município de Salto.

*Com informações do vereador Edemilson Pereira dos Santos.