Vereadores recebem direção do Hospital São Camilo e secretário de Saúde para esclarecer dúvidas sobre atendimento na unidade

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Salto, 13 de julho de 2017

Em reunião realizada na Câmara de Salto na manhã de terça-feira, dia 11, para tratar sobre a administração do Hospital e Maternidade Municipal Nossa Senhora do Monte Serrat, compareceram o secretário de Saúde, Dr. Flávio Francisco Vitale Filho; o assessor da Secretaria de Saúde João Luís Romitelli; e os seguintes membros da Sociedade Beneficente São Camilo, que administra o hospital: o diretor administrativo, Marcos Paiva de Oliveira; a gerente médica, Dr.ª Maria Ângela Pangoni Alves; a supervisora de atendimento, Cristiane Maiante de Oliveira; a gerente assistencial, Cíntia Machado da Rocha Prado; a supervisora do Pronto Socorro e Materno-Infantil, Josefa Aparecida de Arruda Lima; e a supervisora do AME (Ambulatório Médico de Especialidades), Centro Cirúrgico e CME (Central de Material e Esterilização), Larissa Casqué Rodrigues. Também esteve presente o chefe de Gabinete da Secretaria de Governo, Jesuíno Dutra.

A reunião foi requisitada pelos vereadores Edemilson Pereira dos Santos e Cícero Granjeiro Landim, por meio do Requerimento nº 23/2017, votado e aprovado pelo Plenário da Casa de Leis na Sessão Ordinária do dia 21 de fevereiro de 2017. O Requerimento solicitou a presença de representantes do São Camilo para abordar temas como ações emergenciais para melhorar o funcionamento e o atendimento no hospital, bem como a superlotação do Pronto Socorro e a situação financeira da entidade.

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Inicialmente, o diretor administrativo do Hospital São Camilo, Marcos Paiva de Oliveira, fez uma apresentação da estrutura da entidade, informando que o São Camilo de Salto é um hospital de baixa e média complexidade, não tendo a habilitação, pelo Estado, para realizar cirurgias de alta complexidade, tais como neurológicas, cardiológicas e infantis. Modificar isso depende, entre outros fatores, de recursos do Estado para manter um hospital que atenda casos de alta complexidade.

Ele também mostrou dados referentes à atuação da Pastoral da Saúde no hospital, entre os meses de março e maio, além do número de colaboradores diretos e indiretos, a quantidade em quilogramas de roupas lavadas e o total de refeições fornecidas nesse mesmo período.

O diretor administrativo apresentou ainda números relacionando os atendimentos no Pronto Socorro – de março a maio – segundo a classificação de risco, desde os mais graves e urgentes aos mais simples e que não demandam urgência para serem atendidos no hospital. Segundo ele, 87% dos casos recebidos pelo Pronto Socorro do São Camilo entre março e maio poderiam aguardar por até duas horas para serem atendidos.

O mais adequado nesse caso, de acordo com a gerente médica, Dr.ª Maria Ângela Pangoni Alves, seria que tais consultas fossem realizadas nos postos de saúde, pois não se enquadram em urgência ou emergência, que são o foco dos atendimentos no PS. E, quanto aos momentos de maior demora no atendimento de quem aguarda no Pronto Socorro, Maria Ângela esclareceu que isso ocorre, em partes, nos momentos das trocas de plantão de médicos e enfermeiros, além de casos de emergência que dão entrada no hospital, os quais demandam deslocamento de médicos e enfermeiros do PS para atender esses casos.

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O secretário de Saúde, Dr. Flávio Francisco Vitale Filho, disse que está implantando, com sua equipe, o chamado acolhimento nas unidades de saúde, para definir a prioridade de atendimento de cada paciente, inclusive com os médicos das unidades realizando, caso seja necessário, uma consulta a mais por hora. A finalidade é, com o passar do tempo, tentar mudar a cultura que os pacientes têm de procurar primeiramente o Pronto Socorro em vez de se dirigir à unidade de saúde mais próxima de sua casa, o que acaba por obstruir o atendimento de quem está no PS e realmente necessita de atendimento urgente.

Flávio Vitale afirmou ainda que está implantando nas unidades de saúde a pós-consulta, com o objetivo de orientar o paciente, logo após sua consulta, sobre os próximos passos relacionados ao seu tratamento, como primeiramente fazer o exame solicitado e só depois marcar uma nova consulta.

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Marcos Paiva falou também sobre a variação no número de atendimentos conforme o período do dia e a procedência dos pacientes, quanto ao bairro e à cidade em que mora a pessoa, bem como a respeito da ocupação dos leitos de internação e de observação, das reclamações feitas à Ouvidoria, do número de exames e de cirurgias e das receitas e custos operacionais do Hospital São Camilo. No mês de maio, a receita foi de mais de R$ 3,3 milhões, sendo mais de R$ 1,3 milhão repassado pelo Governo do Estado para o AME (41% do valor total, para atender Salto e outros 46 municípios da região) e mais de R$ 1,9 milhão vindo da Prefeitura Municipal.

A supervisora de atendimento, Cristiane Maiante de Oliveira, destacou a importância de os munícipes procurarem a Ouvidoria do hospital para fazer suas reclamações, sugestões, elogios, críticas e denúncias.

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Tratando sobre como agilizar os atendimentos relacionados às unidades de saúde, o secretário Flávio Vitale reafirmou a importância da implantação do acolhimento em tais unidades para determinar a prioridade de atendimento de cada paciente, além da busca constante de sua secretaria por diminuir a fila de exames e diminuir o tempo entre a realização dos exames e o retorno ao médico. Segundo ele, se fosse realizado um mutirão de exames, isso levaria ao aumento no número de consultas posteriores, resolvendo um problema e causando outro ainda maior.

Além do presidente Luiz Carlos Batista “Luizão”, estiveram presentes na reunião os vereadores  Antônio Cordeiro dos Santos, Celso Charnoski “Alemão do Santa Cruz”, Cícero Granjeiro Landim, Clodoaldo Martins de Oliveira, Divaldo Aparecido dos Santos “Garotinho”, Edemilson Pereira dos Santos, Ezequiel de Souza Damasceno “Kiel”, José Benedito de Carvalho “Macaia”, Lafaiete Pinheiro dos Santos, Nilson Benedito da Silva “Neguinho do Açougue” e Roberto Natalino Silveira.

Confira na íntegra o vídeo da Reunião com representantes do Hospital São Camilo.